Que lei queremos e como garantir que respeita todos

Michele Renaud, membro da Academia de Ciências de Lisboa acredita que avançar para o direito à morte é enveredar por um caminho cheio de perigos. E, dado o primeiro passo, não será possível voltar para trás. Alguns dos riscos, aponta, estão já bem visíveis nos países europeus como a Bélgica ou a Holanda que legalizaram a eutanásia há muitos anos.

Um argumento que não é válido para Rui Mota Cardoso. O médico defende que não é por poderem serem violadas que as leis são necessariamente más.

No mesmo sentido, João Semedo, o antigo coordenador do Bloco de esquerda que ajudou a escrever a proposta do partido no sentido de despenalizar a eutanásia. alega que o melhor é aprender com os erros de outros e garantir que não se repetem em Portugal.

O processo legislativo está formalmente em curso, mas silencioso. Além do Bloco de Esquerda, só o PAN avançou com uma proposta concreta para legalizar o direito individual a decidir o momento da morte em circunstancias extremas.

Dora Pires, TSF